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150 anos de Seringador, uma enciclopédia popular 

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Muito ligado à agricultura e à astrologia o seringador é um almanaque de grande tradição em Portugal. Por cá esgota em grande parte das livrarias, um apoio indispensável para agricultores, é através dele que sabem quando plantar, quando colher, as fases da lua, o nome do santo de cada dia, alguns conselhos sobre saúde, o nome de flores, plantas, podas de árvores, ou seja uma verdadeira enciclopédia popular que fomos conhecer melhor.

Eu sou o Seringador
A seringar com amor
Há tantos anos seguidos.
Seringo por todo lado
E quem por mim é seringado
Vê em mim um bom amigo.
In Seringador

Assim se pode ler na capa do Seringador deste, que “seringa com amor” desde 1865, fundado por João Manuel Fernandes de Magalhães. Cerca de 30 páginas onde constam todas as feiras e mercados do país, bem como todas as datas associadas a eventos de utilidade pública. Eclipses, influência da lua na pesca, as fases da lua, o começo das estações, os feriados e até o calendário católico para 2015.
Na rua da República de Mirandela é dia de feira e pela Livraria Lusitana há já muitos a procurar o Seringador, como é o caso de António Silva, que veio à feira à Cidade do Tua. “Compro o seringador desde sempre, já o meu pai comprava é indispensável lá em casa seja para mim, seja para a minha senhora”, conta-nos. É Alzira Teixeira que o atende, trabalha na Lusitana há 20 anos e sempre se lembra de vender o Seringador.
“O Seringador vende-se muito bem. É uma publicação anual, saí sempre em Julho. As pessoas apesar de só o precisarem depois em Janeiro do ano seguinte, vão comprando antes de terminar o ano” explica. Há até quem pergunte pelo aldrabão conta-nos. “Olhe tem aí o aldrabão perguntam-me às vezes”, diz Alzira, parece que a nível da meteorologia há leitores menos satisfeitos, fizemos a pergunta a António Silva que já está a folhear a edição deste ano novo. “Olhe é verdade que às vezes em relação ao tempo se engana, mas temos que o próprio tempo também anda meio trocado. Tivemos um Agosto pouco quente e o Inverno chegou, mas tarde. Eu compro todos os anos”, conta o leitor.

Texto para ler na íntegra na edição impressa.

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