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A arte de cortar fruta e não só 

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Pedro Rodrigues é escultor de frutas e legumes. Um ofício original que tem origem tailandesa: Kae- Sa-Luk é o nome. Este brigantino  foi desenvolvendo a técnica e hoje faz autênticas obras de arte com abóboras, melancias, cabaças, etc. Fomos ver como trabalha na sua aldeia, Formil em Bragança.

Enquanto chefe de mesa num restaurante em Bragança sentiu alguma necessidade de inovar. “Temos um serviço de eventos e na hora de arranjar a mesa das frutas, buffets o bichinho, digamos assim, despertou. Quis ser inovador no meu trabalho”, explica à Raízes Pedro Rodrigues. Um gosto que surgiu espontaneamente mas que Pedro quis aperfeiçoar. “Fiz algumas pesquisas e descobri o Kae- Sa- Luk”, uma arte tailandesa de frutas e vegetais e assim se tornou num verdadeiro hobbie até quase vício”, confessa.

Um trabalho que até parece simples quando apreciamos Pedro esculpir fruta. Demora cerca de cinco minutos a transformar por exemplo uma abóbora com tal minuciosidade percebemos que de fácil esta arte não tem nada. Para desenvolver esta paixão fora do trabalho Pedro transformou a sua horta na aldeia de Formil, em Bragança, num autêntico ateliê.

No Halloween não tem mãos a medir

Uma visita por esta altura à horta de Pedro Rodrigues torna-se em algo absolutamente mágico, essencialmente se for à noite. O escultor de fruta transforma anualmente cerca de mil quilos de abóboras em lanternas de Halloween, umas mais assustadoras, outras menos mas todas muito originais que decoram as festas do Halloween dos bares e discotecas da cidade de Bragança. “É uma altura de muito trabalho mas que vale muito a pena porque tenho a oportunidade de mostrar a minha arte a mais pessoas visto que está exposta em locais onde passa muita gente”, refere Pedro que até tira férias nesta altura para poder trabalhar mais intensamente.

Dar forma à imagem em abóboras que podem chegar a pesar mais de 30 quilos e a medir mais de 70 centímetros. Quilos e quilos de abóboras e não há duas iguais, filmes de terror ajudam na inspiração segundo o artista.

“É uma questão de imaginação, podem fazer-se muitas coisas desde fantasmas, a figuras mais diabólicas e outras menos”, refere Pedro que cultiva a sua matéria-prima. “Com esta quantidade tinha que ser a produzir e dá-me de facto muito trabalho. Desde a plantação das abóboras a rega, a vedação do terreno, está tudo a meu cargo”, conta.

O autodidata começou há cerca de sete anos a praticar esta arte e nunca mais parou, aproveita esta época para dar gosto à faca e à inspiração.

Artigo para ler na integra na edição impressa.

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