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A arte de tocar e fazer gaitas-de-foles 

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Alguns quilómetros mais à frente a próxima paragem é em Freixiosa, Miranda do Douro, em casa de Ângelo Arribas, um gaiteiro e tamborileiro com quase 80 anos com muitas histórias para contar.

“Eu costumo dizer que as profissões saem com as pessoas e depois cabe a cada pessoa aplicá-las e executá-las”, é assim que Ângelo Arribas começa a conversa.

Recorda o dia em que a música e os instrumentos entraram na sua vida. Era um rapazola pequeno que ia com o gado para as arribas do rio Douro e por lá passava aos oito dias seguidos sem regressar a casa. Como qualquer jovem gostava de divertimentos mas naquela altura pouco ou nada havia para esse efeito, eram os rapazes que se juntavam para fazer festas.

Hoje existem em Freixiosa duas dezenas moradores mas na sua infância havia cerca de 70. Só em sua casa eram 11 pessoas, nove irmãos e os dois pais.

“Não havia rádio, não havia nada e nós tínhamos que arranjar maneira de passar o tempo divertidos e pelo monte fazíamos as nossas pipas, gaitinhas de uma erva que lhe chamam de barcego, uma cana muito alta que tem uma espiga como o centeio e começávamos assim a fazer música para passar o tempo”, conta Ângelo Arribas com o seu sotaque mirandês.

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.

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