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A segurança e qualidade têm um selo 

A polémica instalou-se em volta das alheiras transmontanas com os casos de botulismo causados apenas por uma marca de produtos. As fábricas de alheiras de Mirandela, que empregam cerca de 500 pessoas foram as que mais sofreram pois tiveram quebras nas vendas na ordem dos 80 por cento.

Nesta edição (páginas 14 e 15), a Raízes deu a conhecer passo-a-passo o processo produção da Alheira de Mirandela que possui Indicação Geografia (IG) e que será brevemente Indicação Geografia Protegida (IGP) visto o processo estar já em discussão mundial. Agora pretende mostrar como identificar uma alheira que obedece a um conjunto de regras de certificação e controle de qualidade minuciosos.

A engenheira alimentar de uma das fábricas produtoras de alheira certificada, Carina Silva, começa por explicar que “se um consumidor quer comprar uma alheira certificada de Mirandela deve olhar para o rótulo e ler ALHEIRA DE MIRANDELA IG”. (imagem à direita).

Para garantir que é uma alheira que obedece às normas de certificação, o consumidor pode ainda olhar para o selo que vem no atilho da alheira que irá conter a mesma inscrição e ainda a discrição da entidade certificadora. (imagem abaixo)

A ALHEIRA DE MIRANDELA IG obedece a “um caderno de encargos e a uma fiscalização de controlo de qualidade rigoroso”. Carina Silva explica que este “caderno implica que a proteína seja superior a 14%, a gordura no máximo de 18% e a humidade seja inferior a 50%”, na proteína implica que 11% seja de carne de porco de raça bísara (carne também ela detentora de Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geografia Protegida). A totalidade das carnes tem de representar 60% da alheira. “É também integrado o azeite DOP da região de Trás-os-Montes, tudo isto sempre acompanhado do controlo de todo o processo, em termos de temperaturas e higienização dos equipamentos e dos operadores”, refere Carina Silva.

Além disso, desde o início até ao final do processo, que é a chegada ao consumidor final, a cadeia de frio não pode ter quebras para garantir a segurança do produto.

Artigo para ler na integra na edição impressa.

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