António Américo

Amagia da Natividade é surpreendente, pois basta cair o primeiro dia e já é notória a mudança de comportamento e consequentemente de afeto entre as pessoas. São as luzes que se inauguram, são os cânticos que se entoam, são os concertos natalícios…e o ambiente é mágico … e os restantes meses?!
Será que a aposta no afeto e na cumplicidade atualmente como pilares para a sobrevivência de uma relação humana podem estar tremidas? O afeto faz parte do quotidiano de todas as pessoas que desenvolvem esforços no sentido de o promover positivamente, garantindo assim o bem estar das relações. Assim esperamos!
Uma nova era que substitui um afeto real com toque humano, por um “like”, por um “smile” nas ditas redes sociais, condiciona uma grande percentagem dos indivíduos a saberem dar afeto genuinamente.
Estará o afeto a ser condicionado pelas vicissitudes da vida? Estamos a jantar e partilham-se momentos virtuais com quem não está presente, caminhamos na rua e somos incapazes de dar um sorriso a quem nos cede uma passagem, estranhamos o abraço de alguém, rejeitamos o beijo pelo aperto de mão ! O medo chega a estar presente nos Afetos! Defesas inconscientes visíveis no nosso comportamento. Não tenhamos medo de esboçar sorrisos, de abraçar! O Afeto expressa-se na qualidade e na esperança de vida!
Que o Natal dos afectos seja anual! Que os afectos não estejam em crise, pois eles ainda são gratuitos ! Fomentar uma cultura de Afetos é a expressão máxima para uma educação que se deve iniciar desde muito cedo nas nossas crianças, pois serão os homens e as mulheres do amanhã. Saibamos receber o outro sempre com afecto.

“Revista muito informativa e simples de ler. ”

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