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Camilo Castelo Branco: por Trás-os-Montes 

Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco foi um dos escritores mais marcantes da literatura portuguesa. Apesar de não ter nascido na região, as suas vivências em terras transmontanas influenciaram toda a sua obra. Amores e desamores atribulados que marcaram a sua vida e ditaram a sua morte.

Camilo Castelo Branco nasceu a 16 de Março de 1825 em Lisboa mas cedo (aos cinco anos) foi viver para Vila Real com o seu pai, que trabalhava nos correios.

Volta a Lisboa um ano depois. Aos dez anos fica órfão e regressa a Vila Real com a sua irmã, ficando a viver em casa de uma tia paterna.

No entanto, existem autores que o caracterizam como um autêntico transmontano. É o caso de Manuel Laranjeira que ao escrever o prefácio de  «A Freira no Subterrâneo» diz que “Camilo, pelo feitio étnico do seu espírito, pelo sangue, e até pela educação, é um português do norte – um trasmontano”.

Permaneceu dois anos com a sua tia vilarealense Rita Emília num ambiente pouco afectuoso até que se muda para Vilarinho da Samardã, ainda no concelho de Vila Real, quando a sua irmã, quatro anos mais velha, se casa com o futuro médico Francisco de Azevedo.

Aos 15 anos muda-se para Ribeira de Pena, onde completa a sua educação com o padre Manuel da Lixa, tendo tido o primeiro emprego, como ajudante de tabelião (notário).

Um ano depois casa-se na Igreja do Salvador, em Ribeira de Pena, com Joaquina Pereira de França, de Friúme, uma aldeia do concelho para onde se mudaram. Hoje esta casa faz parte do roteiro Camiliano e pode ser visitada.

Incentivado pelo sogro matricula-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto mas não termina o curso, pois, era a vida boémia que mais o encantava.

Defraudadas as expectativas de um curso superior, regressa a Vila Real e exerce algumas funções profissionais, onde se inicia na escrita. Entre elas destacam-se mestre de meninos, secretário de amantes mais ou menos analfabetos, cujas cartas de amor se encarregava de escrever. E ocupando o tempo também como aprendiz de escritor, começando pela publicação de correspondências em jornais do Porto (O Echo Popular e O Nacional). Foi ainda durante a sua estadia em Vila Real que viveu um breve romance coma prima Patrícia Emília de Barros, que o levaria pela primeira vez à prisão, acusado de roubar dinheiro ao pai da amante.

 

 

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.

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