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Capicua: Metade tripeira, metade transmontana 

Miguel Refresco 4

Ana Matos nasceu há 32 anos no Porto mas as raízes paternas são transmontanas. Mais precisamente em Sendim, no concelho de Miranda do Douro, terra dos seus avós paternos, onde a rapper passou muitas vezes férias. Mulher e rapper num mundo dominado por homens, Capicua faz vibrar as plateias com as suas rimas e Bragança não foi excepção.

Ana é Capicua. Capicua é Ana. Uma das artistas nacionais do momento actuou em Bragança em Março pela primeira vez. O festival “Noites frias e Vozes Quentes”, no teatro municipal da cidade recebeu a nortenha e também transmontana. Sala cheia e noite quente com Capicua que fez levantar a assistência. A rapper portuense falou à Raìzes da sua ligação com a região e da sua ligação com Trás-os-Montes. “Os meus avós paternos são transmontanos, de Sendim (Miranda do Douro). Apesar de ser a primeira vez que estou actuar em Bragança, estou a jogar em casa, digamos assim”, conta Capicua. Bem-disposta, acrescenta que “sendo os meus avós maternos do Porto, posso dizer que sou cinquenta por cento tripeira e outros cinquenta transmontana”.
Em criança vinha mais regularmente à região, Serra do Alvão, Planalto Mirandês, Parque Natural de Montesinho, Barragem de Picote são alguns dos locais que Ana Matos mais gosta em Trás-os-Montes. “Isto aqui é de facto maravilhoso, paisagens e locais de cortar a respiração mas que estão demasiado escondidos. Uma região que no meu entender está por descobrir”, explica Capicua.
Na adolescência militou num partido de extrema esquerda e é com 15 anos que descobre o Hip-Hop. “A cultura do Hip-Hop tem várias vertentes e eu comecei pelo grafitti no Porto”, conta Ana Matos. Começou pelos desenhos nas paredes, depois pelas rimas em cassetes, até chegar aos microfones. Algures entre a escola e a universidade, do Porto para Lisboa, estuda sociologia e faz um doutoramento em Barcelona, em Geografia Humana.

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.

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