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De guarda-redes a seleccionador 

Futsal A Empate diante de eslovacosA Equipa das Quinas empatou a trs bolas frente ˆ Eslov‡quia, no primeiro de dois jogos entre os conjuntos de prepara‹o para o Campeonato da Europa SŽrvia-2016.Portugal vs Eslovaquia (  3 - 3 )Pavilh‹o Municipal do Entroncamento

Natural da aldeia de Sonim, concelho de Valpaços, Jorge Braz é um apaixonado por desporto desde criança. De guarda-redes a treinador, hoje da selecção nacional de futsal, o transmontano considera que teve um percurso normal, fruto de uma paixão ao desporto. A Raízes esteve à conversa com o treinador que chegou recentemente do campeonato do mundo na Colômbia, onde Portugal conseguiu um quarto lugar.  

Quando surge a sua ligação com o desporto?

Jorge Braz (JB) – Sempre tive uma vida ligada ao desporto. Joguei em Chaves vários anos, comecei com 14 anos, nos juniores, depois uma época nos seniores e depois em Vila Santa, e na faculdade deu-se a passagem para o futsal.

Quando é que saiu da região?

JB -Sempre estudei em Chaves. Estive em Trás-os-Montes até ir para a faculdade no Porto, onde tirei uma licenciatura em Educação Física.

Na faculdade continuou a jogar futebol?

JB -Na faculdade joguei alguns campeonatos nacionais, universitários e entretanto fui chamado à selecção, fiz dois mundiais como guarda-redes, no ano de 1994 e depois em 1996.

Como se deu a passagem do futebol para o futsal?

JB - Terminei o curso de Educação Física e acabei por não ligar ao futebol. Fui seleccionado para o Chaves, onde comecei essencialmente a jogar futsal. Posteriormente, fui estudar para a Universidade do Minho, em Braga, onde deixei de jogar depois de uma lesão.

Foi na Universidade do Minho que iniciou a sua carreira enquanto treinador de futsal?

JB - Sim é verdade, iniciei como treinador de futsal feminino da Universidade do Minho. Foi uma óptima experiência e desde então nunca mais abandonei o futsal.

Como foi o seu percurso até chegar à selecção nacional de futsal?

JB - Depois de sair da Universidade do Minho estive ainda algum tempo na Universidade de Trás-os-Monte s eAlto Douro (UTAD) e mais tarde surgiu o convite de treinar a selecção. Em 2003 já tinha feito alguns estágios e surge a oportunidade de passar para a selecção nacional universitária, para a equipa técnica, e uns anos mais tarde para a selecção A, que ainda hoje treino.

Sente-se orgulhoso do seu percurso? Quando jogava à bola em Sonim sonhava um dia chegar a seleccionador nacional?

JB- Sinto um orgulho enorme sim, mas ao mesmo sinto que as coisas foram surgindo naturalmente. Sonhava sempre com algo relacionado com o desporto é a minha maior paixão.

Recém chegado do Mundial de Futsal na Colômbia que balanço faz?

JB - Este mundial teve um sabor agridoce. Se antes de ir para a Colômbia com a minha equipa eu dissesse que íamos estar entre as quatro melhores  selecções de futsal do mundo, chamavam-me tonto com a expectativa demasiado elevada, à boa maneira portuguesa (risos).

Queriam mais?

JB – Claro que sim, depois de tudo o que conseguimos queríamos chegar à final, às medalhas. Tivemos algumas falhas como por exemplo no jogo com a Argentina ali naqueles dois minutos e depois no terceiro e quarto penálti.

 

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