De Moncorvo para o Mundo

São 30 anos de vida e perto de 30 países visitados, José Pando é natural de Torre de Moncorvo e há cinco anos decidiu ir conhecer o mundo de mochilas às costas. A Raízes dá-lhe a conhecer uma verdadeira aventura pelo mundo.

Mochila às costas pelo mundo

José Pando estudou marketing e chegou a trabalhar na área, em Aveiro e  Lisboa. Farto da rotina decidiu deixar o trabalho e partir numa viagem pelo mundo. Não sendo uma ideia barata começou por trabalhar com alguns projectos de voluntariado e hoje já conhece quase trinta países.

Índia, Nepal, Espanha, Noruega, França, Sri Lanka, Filipinas, Roménia… são alguns dos locais já visitados, melhor, vividos por este transmontano natural de Torre de Moncorvo. “O facto de estar envolvido com alguns projectos de voluntariado levou a que trabalhasse em muitos dos países por onde passei. Esta é a melhor forma de conhecer a essência de uma terra, viver com os seus habitantes”, explica José Pando.

 

 “Vontade de perceber o mundo real onde vivemos. Entender um pouco mais do mundo como um todo. No fundo aquilo que me moveu foi a vontade de confirmar que o nosso mundo é mais do que os muros que cercam o nosso lar, a nossa cultura, a nossa língua”

“Os projectos de voluntariado em que participei, variam em vários aspectos. O local, o tempo em que estive envolvido e até a sua própria dimensão enquanto estrutura. Entre ONGs com dimensão mundial e projectos locais estive na Índia, Nepal e Espanha”, refere José.

A ideia de partir para este tipo de projectos vem, acima de tudo, da vontade de aprender segundo o transmontano. “Vontade de perceber o mundo real onde vivemos. Entender um pouco mais do mundo como um todo. No fundo aquilo que me moveu foi a vontade de confirmar que o nosso mundo é mais do que os muros que cercam o nosso lar, a nossa cultura, a nossa língua”, conta.

 

“A minha curiosidade sobre o mundo é grande o suficiente para encarar essa experiência como um enorme complemento no meu processo de aprendizagem”

 

Foi estudante de Erasmus e isso levou a que se interessa-se por conhecer outros países, outras culturas. “O voluntariado é apenas a forma encontrada para prender e envolver-me mais profundamente com outras culturas”, diz José e aconselha qualquer pessoa que tenha a oportunidade de aprender algo que goste, irá ver essa experiência como algo positivo na sua vida.

“O agir com paixão é algo que completa qualquer ser humano. Um agricultor que ame a agricultura, ficará agradecido ao descobrir algo novo de como tratar melhor dos seus campos. Assim como qualquer apaixonado por musica, ao ter a oportunidade e conhecer a realidade das suas referências musicais. Para mim não foi diferente. A minha curiosidade sobre o mundo é grande o suficiente para encarar essa experiência como um enorme complemento no meu processo de aprendizagem”, exemplifica o jovem.

 

 

Qual o primeiro o país que visitou?

José Pando – O primeiro país para onde parti, em 2013, foi a Noruega. Entre trabalho e lazer, visitar alguns países, Suécia, Dinamarca, Espanha, República Checa, Hungria, Roménia, Filipinas, Sri Lanka, Índia, Nepal, Turquia, Holanda, Bélgica

 

O que significa para si viajar?

José Pando –  O relevante para mim é saber que desde que começo a organizar uma viagem, é como estar a dar inicio a uma serie de estudos livres. Sou apologista de uma educação livre, onde possamos dar espaço à nossa criatividade. No fundo a viagem para mim é um pouco isso.

 

Qual o último que visitou?

José Pando -O ultimo país que visitei e onde continuo é a França.
 

Qual o próximo?

José Pando – O próximo país a visitar é a Georgia.

 

 Por Joana Martins Gonçalves

A Raízes – Trás-os-Montes e Alto Douro em Revista é um projecto editorial generalista, de âmbito regional, cuja publicação periódica é mensal.

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