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Depois do “(Re)conquistas” vem o “Mariana” 

Capa frente

Fábio Serqueira é um jovem brigantino de 23 anos que é apaixonado pela escrita e pela música. Editou o seu primeiro romance intitulado de (Re)conquistas. Este livro retracta a história de um rapaz que vive num lar em Coimbra, apaixona-se por uma rapariga e vive momentos únicos de conquistas e reconquistas. No final de Setembro vai lançar um novo livro intitulado “Mariana”, uma história emotiva que promete prender o leitor até à última página.

Como surge a escrita na sua vida?

Fábio Serqueira (FB): A escrita começou a ser divulgada no meu primeiro blog “Reticências” onde iniciei a escrita com poesia. Com grande incentivo dos leitores, mais tarde criei outros blogs onde escrevo em prosa. A poesia foi o início de tudo.

Quimeras foi o meu primeiro poema, escrito em 2009 para “reticências”, onde em apenas 5 quadras descrevi aquilo que eu era: um jovem sonhador, que vivia feliz no seu mundo cheio de música e letras. Este poema fez parte de um dos meus momentos de avaliação na escola onde tive grandes elogios por parte do professor.

Foi deste poema que surgiu a ideia de escrever um livro. Inicialmente criei um blog intitulado “Eu conto.. Tu continuas” onde decidi começar uma história virtual onde quem decidia o rumo que devia levar eram os leitores. Inicialmente estava a correr bem mas o blog deixou de ter aderência e continuei a história sozinho desde os meus 14 anos até 29 de Novembro de 2015 onde foi apresentado e conquistado finalmente o meu sonho de um dia poder escrever um livro e mostrá-lo a toda a gente.

Como surge o romance (Re)Conquistas?

 FB: Este livro retracta a história de um rapaz que vive num lar na cidade do conhecimento: Coimbra. Após algumas voltas pela cidade encontra-se com uma rapariga de cabelos loiros com uma história idêntica à sua: os pais tinham-na abandonado. No decorrer do livro encontramos um misto de conquistas dos jovens e tentativas de reconquistas da parte dos seus pais que anos mais tarde tentaram uma reaproximação.

Decidi fazer uma edição de autor pois as propostas das editoras não eram do meu agrado e, com o apoio da casa de trabalho, foi possível concretizar este meu sonho. Acompanhei todos os passos, desde o processo de escrita à revisão e acompanhei diariamente todos os passos para o produto final, feitos na gráfica desde a paginação, a impressão, a dobragem, a cozedura, a colagem das capas e os últimos retoques de pequenos pormenores que faltavam para que o livro se parecesse um livro.

É por esta vida, por toda esta minha história, pela minha paixão pela música e pelo meu coração, um tanto ou quanto sentimentalista que surgiu este livro e que digo que “ a música é a melhor forma de união no coração de quem ama”. E, de todos os leitores, e para os muitos que, se Deus quiser, irão vir, no decorrer do livro percebem que tanto o amor de quem ama como o coração que bombardeia melodias, são dois fatores que se acompanham até ao final e que acaba por unir o jovem casal num momento chamado sempre. (Re)conquistas já vendeu duas edições e uma terceira vem a caminho.

 Correspondeu às suas expectativas?

 FB: Este livro foi um risco. Decidi editá-lo mas sempre com receio. Senti sempre aquele medo que não fosse um livro que as pessoas fossem gostar. Quando comecei a divulgar que ia lançar o meu primeiro livro, os comentários das pessoas foram imensos e positivos o que me deu força para continuar e arriscar mesmo com medo. Apesar dessa força sempre tive receio que as coisas não corressem bem e decidi não criar nenhuma espectativa para não me desiludir comigo próprio. Penso que quando criamos espectativas saímos sempre um pouco desiludidos mas eu, com este livro, fui surpreendido. Talvez pelo facto de não ter criado nenhuma espectativa sobre o mesmo. O facto de ter vendido duas edições completas acho que é motivo para dizer que este livro realmente poderia superar qualquer espectativa que eu criasse.

 

É difícil ser escritor em Trás-os-Montes? Quais as maiores dificuldades?

FB: Viver em Trás-os-Montes é sempre uma complicação. Mas apenas na cabeça das pessoas. Somos uma zona com muito talento tanto na escrita como na musica ou outra área qualquer e somos sempre deixados de parte e excluídos de certo modo.

Eu, quando decidi editar este meu primeiro livro, foi simplesmente para mostrar que todos têm valor e somos todos iguais, independentemente de vivermos no norte, no sul ou na capital. Ser escritor é difícil. Não só aqui mas em todo o nosso país. A literatura começou a perder-se um pouquinho pelas estantes velhas de quem realmente amava ler. Temos de reacender o fogo e criar novas histórias, brilhantes e cativantes, para levar as pessoas a deixarem as tecnologias e viverem novas aventuras nas letras que percorrem o corpo de um livro.

A maior dificuldade no meio de tudo isto é criar um gosto especial nas pessoas para que estas possam realmente ter uma necessidade viciante de ler tal como têm para entrar todos os dias no Facebook.

 

Entrevista para ler na íntegra na edição impressa.

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