Revista Raízes - Sempre perto de si.|Domingo, Setembro 24, 2017
Você está aqui: Início » Cultura » “Era Uma Vez Um Homem”
  • Procure um artigo

“Era Uma Vez Um Homem” 

HPIM3119

Não é natural de Trás-os-Montes mas já sente raízes transmontanas, João Nuno Azambuja venceu o Prémio Literário União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) – Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa com o seu romance “Era uma vez um Homem”. Uma obra carregada de vivências tenebrosas despida de todas as teorias sobre a existência humana que leva o leitor à mais profunda reflexão.

Tudo começou com uma relação amorosa, literalmente, porque a sua mulher é flaviense, e a família dela pelo lado paterno é toda transmontana. Assim se iniciou uma ligação de afecto. Já não passa um mês sem ir a Trás-os-Montes, à região de Valpaços, deixou enraizar ali uma parte de si que o faz retornar periodicamente. “É um verdadeiro chamamento, um apelo, uma convocação para um lugar que já guardo na alma. Não sei se será saudade, mas deve ser, porque em cada regresso a Braga há algo que fica em Valpaços a lembrar-me que devo voltar o quanto antes. Criei lá amizades fortíssimas, e agosto é a minha alegria, porque posso ficar lá o mês quase todo, sou uma espécie de emigrante que não regressa à terra onde nasceu mas onde viu nascer um ente chamado fascínio”, refere João Nuno Azambuja.

É formado em História e Ciências Sociais e a escrita surgiu na sua vida de uma forma tão natural, quase sem contar. “Nasceu como desencadeada pela contemplação do que há à nossa volta, a vida, as vozes, os cheiros, as pessoas, as incongruências, as paixões e as revoltas que nos agitam, a fealdade e a beleza, a hipocrisia e a franqueza, a afectação e a simplicidade, tudo aquilo, no fundo, que nos mostra a nós mesmos que estamos vivos e inseridos num meio que é a realidade”, explica o autor.

Com 865 obras candidatas de 722 autores ao prémio UCCLA foi João Nuno Azambuja o grande vencedor. Para o autor este prémio foi muito importante pois é dirigido a autores de todo o mundo que fala português, e em número de participantes foi o maior concurso literário realizado em Portugal. “Estava à espera no sentido em que tinha esperança, apesar de ter consciência de que era muito difícil ganhar. De facto este prémio é muito importante”, conclui.

Artigo para ler na íntegra na edição impressa.

Adicionar comentário