Erika Fernandes

Adiabetes representa uma doença cada vez mais prevalente em Portugal. Segundo o observatório nacional da diabetes, em 2014 a prevalência estimada da Diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) foi de 13,1%, isto é, mais de 1 milhão de portugueses neste grupo etário tem Diabetes. A Diabetes constitui, atualmente, uma das principais causas de morte, principalmente por implicar um risco significativamente aumentado de doença coronária e de acidente vascular cerebral. Além do sofrimento humano que as complicações relacionadas com a doença causam nas pessoas com Diabetes e nos seus familiares, os seus custos económicos são enormes. Estes custos incluem os cuidados de saúde, a perda de rendimentos e os custos económicos para a sociedade em geral.

O que é a Diabetes Mellitus?
A glicose ou “açúcar” é um elemento essencial ao nosso organismo uma vez que é dele que provém a energia indispensável ao funcionamento do mesmo. Para que a glicose possa ser transformada em energia esta tem de entrar para as nossas células. A insulina – uma hormona produzida no nosso organismo pelo pâncreas, é essencial para que a glicose entre nas células. Numa situação normal, a produção de insulina é regulada consoante os níveis de glicémia no sangue. Assim, por exemplo após uma refeição, em que os níveis de glicose estão elevados, vai ocorrer produção de insulina para que essa glicose entre nas células e possa ser transformada em energia.
Na Diabetes Mellitus esta situação está alterada, ou seja, verifica-se uma subida anormal da glicemia. Esta subida pode ser devida a uma baixa produção de insulina ou devida a uma incapacidade da insulina atuar nas células para que a glicose entre nelas – a denominada resistência à insulina.

Existem vários tipos de Diabetes, sendo as mais comuns a Diabetes Mellitus tipo 1 e a Diabetes Mellitus tipo 2.
A Diabetes Mellitus tipo 1 caracteriza-se pela ausência de produção de insulina pelo nosso organismo, devido à destruição células que a fabricam. Este tipo de diabetes surge geralmente em crianças e jovens. A destruição das referidas células é provocada pelo sistema imunitário da pessoa com diabetes. Por essa razão, a diabetes mellitus tipo 1 é uma doença dita “autoimune”. Não se sabe ao certo porque é que o sistema imunitário age desta forma. Pensa-se que resulte de determinadas características herdadas em combinação com estímulos ambientais. A forma de tratamento desta diabetes consiste na administração de insulina.

A Diabetes Mellitus tipo 2, representa a forma de diabetes mais comum e caracteriza-se pela existência da denominada resistência à insulina, ou seja, a insulina deixa de fazer o devido efeito. Esta surge essencialmente em pessoas adultas, e sabe-se que o excesso de peso, o aumento da gordura no organismo e a inatividade física levam a esta resistência à insulina e portanto são fortes fatores de risco e de agravamento da diabetes tipo 2. Com a progressão da doença a produção de insulina também vai diminuindo. A forma de tratamento desta diabetes numa fase inicial podem ser apenas a adoção de estilos de vida saudáveis, nomeadamente com a prática de exercício físico e uma alimentação saudável. Se a doença progredir será necessário administrar comprimidos e numa fase posterior poderá ser necessário a administração de insulina.

Os sintomas associados à diabetes são o aumento da sede, da fome e a necessidade constante de urinar. As complicações de uma diabetes não tratada podem ser agudas e crónicas. Nas situações agudas a pessoa terá de recorrer a um serviço de urgência para ser tratada de imediato. As complicações a longo prazo são a doença cardiovascular – aumento do risco de sofrer um enfarte cardíaco, ou um acidente vascular cerebral, a doença renal crónica, úlceras nos pés e pernas, de difícil tratamento e que podem resultar na necessidade de amputação de dedos ou mesmo uma perna, e retinopatia diabética com risco de cegueira.
Em praticamente todos os países desenvolvidos, a Diabetes é a principal causa de cegueira, insuficiência renal e amputação de membros inferiores.

“Revista muito informativa e simples de ler. ”

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