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“Eu assumo um compromisso de proximidade” 

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Eurodeputado: José Manuel Fernandes

Representa os distritos de Bragança, Vila Real, Braga e Viana do Castelo no Parlamento Europeu. Eleito pelo PSD em 2009, integra o grupo parlamentar do Partido Popular Europeu e foi eleito coordenador do PPE na Comissão dos Orçamentos. José Manuel Fernandes realça que é preciso que a região transmontana una sinergias para que consiga captar mais fundos comunitários para um crescimento sustentável.

Que compromissos assumiu com o território de Trás-os-Montes?
José Fernandes – Agora que os deputados do Partido Social Democrata passaram a ser só seis para além dos distritos de Braga e Viana do Castelo, fiquei com os distritos de Bragança e Vila Real. E eu assumo um compromisso de proximidade. Neste compromisso de proximidade que assumi com o território, lançarei iniciativas, lançarei concursos, publicações para divulgar as mais-valias do território. Quero ser mais uma voz neste espaço.
Eu sinto-me muito bem com estes distritos até porque sou um defensor da coesão territorial. Eu não me conformo com um país em que em 2,1% do território, tem 41% da população e mais 50% do PIB. Há aqui um desequilíbrio e nós temos de puxar pela força da natureza para termos um território equilibrado e para que a coesão de Portugal, efectivamente, exista. Assim essa será uma das minhas maiores preocupações.
Eu tenho toda a informação em primeira mão e tenho o objectivo de informar. Pelo facto de ser o coordenador na comissão dos orçamentos tenho a obrigação de a disponibilizar e de a divulgar.

Participou na discussão de todos os orçamentos para este novo quadro que se inicia. Houve um reforço desses fundos que possa ser aproveitado para a região transmontana?
JF- O Norte tem 3 mil e 400 milhões de euros. Esse valor deve ser utilizado no sentido de criar emprego, para atingirmos os objectivos no emprego, mas também na área da investigação e inovação pois é importante em todo o território, não é só importante nas grandes áreas metropolitanas. Todos esses objectivos foram assumidos a nível europeu e também nacional, estão evidentemente presentes em cada território.
Os fundos que existem são importantíssimos, nós costumamos só olhar para os fundos que são geridos às vezes até em questões regionais. É importante que os distritos de Bragança e Vila Real vão a este envelope financeiro, não se podem é esquecer que há envelopes nacionais além deste. Competitividade e nacionalização é um envelope. Um outro envelope é o capital humano. Outro envelope é inclusão social em emprego. Um outro é sustentabilidade e acesso de recursos. Para além destes 3 mil e 400 milhões de euros que existem para o Norte, há ainda os programas temáticos a que a região pode ter acesso. Se houver aqui uma união de sinergias e se o território fizer um trabalho de forma articulada, um trabalho em conjunto podem captar todos os fundos disponíveis.

Ler entrevista na íntegra na edição impressa.

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