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Eurico Castro: o amante de castanha 

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Há já algum tempo que o pasteleiro Eurico Castro percebeu as potencialidades da castanha na cozinha. Mentor do “Ouriço de castanha” decidiu agora facilitar a vida a outros pasteleiros partilhando a sua pasta de castanha, pronta a utilizar. O brigantino não podia estar mais orgulhoso pois está a representar a região de Trás-os-Montes e Alto Douro na primeira semifinal do concurso televisivo da SIC, “Best Bakery – A Melhor Pastelaria de Portugal.

Tinha apenas 9 anos quando se apaixonou pela pastelaria. “Ia para o primeiro ciclo e, na altura das férias, ia sempre para uma pastelaria trabalhar e foi a partir daí que achei que era aquilo que eu queria fazer, senti vontade em mudar de vida”, conta chef Eurico Castro que começou a trabalhar com 13 anos. A vontade de aprender e o ambiente das pastelarias encantaram na altura o pequeno Eurico que diz ter desde sempre o fascínio de fazer coisas e de inovar.

Pioneiro na confecção de doces com castanha

Foi há já cerca de dez anos que Eurico Castro percebeu a potencialidade deste produto na pastelaria. “Achei que era muito importante dar ênfase àquilo que nós temos. Olhando para trás e para o panorama que existia, percebi que havia uma falha enorme relativa ao desenvolvimento de produtos à base de castanha”, explica Eurico que pôs as mãos na massa e decidiu desenvolver projectos ligados à castanha. Uma marca sua mas com o sabor de uma região. Primeiro surgiu o “Ouriço de Castanha”, há cerca de oito anos. O Chef explica que são pequenas bolas de pasta de castanha, envoltas numa massa fina e estaladiça, parecida com a dos pastéis de Tentugal e Vouzela, que fazem lembrar o ouriço que envolve a castanha. Um paladar que já encantou o mundo, os “Ouriços de Castanha” de Eurico Castro são já uma marca da região, mais tarde decidiu incluir a castanha numa receita de bolo-rei.

Pai da pasta de castanha

Passados dez anos depois de criar este famoso “Ouriço de Castanha”, Eurico decide comercializar a pasta de castanha de que se assume mentor. “ É uma receita minha, que não existe em mais lado nenhum, criada por mim, fabricada por mim, produzida por mim e transformada por mim. Tudo começa na pasta da castanha, só que com uma visão diferente. De uma visão mais de balcão, de cidade, que evoluiu para uma visão mais empresarial, mais industrial, mais a querer chegar a outro lado”, explica Eurico. Considera que há uma grande dificuldade no mercado. “As pessoas compram castanha congelada para fazer o pudim em casa e isso não serve. Tem dado problemas, é caro, as pessoas desiludem-se e deixam de comprar.

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.

 

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