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Jorge Lage termina longo ciclo de estudos sobre a castanha e lança nova obra 

Apresentacao em Mirandela de MCOM 28JAN2017

Depois da edição “Memórias da Maria Castanha”, o historiador mirandelense, Jorge Lage, lança nova obra sobre a castanha “Maria Castanha – Outras Memórias”. O conjunto destas duas obras formam uma verdadeira “bíblia” deste fruto seco que é rei em Trás-os-Montes.

Continuar a registar memórias e saberes muito antigos foram as motivações do autor para o lançamento desta nova obra que é estudada já em algumas universidades portuguesas e é fruto de mais de 15 anos de trabalho de Jorge Lage.
“Fui registando algumas mensagens de apoio e que me diziam que tinha de continuar a estudar o mundo castanhícola e registá-lo como valor etnográfico da nossa memória imaterial sobre o país e a castanha lusa”, refere o autor.
Neste livro Jorge Lage volta a tratar as pragas da castanha por ser um tema que os castanhicultores procuram, também por terem surgido formas mais eficazes de tratamento nas fitopatologias antigas e ainda por aparecerem novas pragas.
“Balizei o método de investigação e pesquisa com mais minúcia, comparativamente com a obra anterior. Até a estruturação e apresentação deste trabalho ser torna mais apelativo”, acrescenta o Jorge Lage.
O método de pesquiza para a realização desta obra foi feita grande parte em lares de idosos, centros de dia e centros associativos em contexto individual, indo assim remexer no baú as memórias sábias dos mais velhos.
O autor estudou muitos concelhos para o primeiro livro que agora revisitou. Para o “Memórias da Maria Castanha” estudou Alfândega da Fé, Arganil, Braga, Cabeceiras de Basto, Chaves, Cinfães, Guarda, Marvão, Mirandela, Moimenta da Beira, Montalegre, Sabrosa, Sabugal, Trancoso, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real e Vinhais.
Para o “Maria Castanha – Outras Memórias” estudou Armamar, Baião, Peso da Régua, Castanheira de Pêra, Celorico da Beira, Celorico de Basto, Figueiró dos Vinhos, Lamego, Pampinhosa da Serra, Portalegre, Proença-a-Nova, Resende, Ribeira de Pena, Sabrosa, Tabuaço, Torre de Moncorvo, Vale de Cambra, Viana do Castelo, Vimioso e Vouzela.
“É claro que a muita pesquisa bibliográfica ajudou e reforçou este estudo complementar, que tratava na minha secretária, vertendo-a para este livro”, explica.
De todo este estudo e pesquisa de mais de uma década o autor conseguiu reunir um conjunto de provérbios e ditos populares. Incluiu também nesta obra novas receitas gastronómicas e um conjunto de lendas recriadas.
Destaca-se ainda a recolha da toponímia do castanheiro que foi um trabalho árduo do autor.

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa

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