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Liberdade Sexual 

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Num mês em que se comemora a Liberdade, pairam no ar toda uma série de simbolismos, fenómenos sintetizados pela expressão de amor livre. O historiador David Allyn remete-nos para a revolução sexual como o momento da sociedade “sair do armário”, em relação ao sexo antes do casamento, masturbação, fantasias eróticas, o uso da pornografia e da sexualidade.

A liberdade sexual pode ser vista como uma consequência de um processo na história recente, apesar das suas raízes poderem ser rastreadas até o Iluminismo (Marquês de Sade) e a era vitoriana (poemas de Algernon Charles Swinburne de 1866). Mas, tudo acontece no mundo moderno, que assistiu a uma perda significativa do poder de valores de uma moral enraizada na tradição cristã e à ascensão das sociedades permissivas, que começam a aceitar uma maior liberdade e experiências sexuais que se espalham por todo o mundo. Falamos de uma maior aceitação do sexo fora das relações heterossexuais e monogâmicas tradicionais (principalmente do casamento).

Surgem cada vez mais, nas sociedades ocidentais experiências de vida sexual que possibilitam às pessoas uma maior tranquilidade e bem estar, devido a não se sentirem culpados/as pelos seus comportamentos. Não obstante, das questões e dúvidas que muitas vezes chegam até nós que apresentam necessidade de resposta séria, de forma a desmistificar certas crenças oriundas de uma vivência cultural e educacional. O importante é que as pessoas não caiam na ambivalência entre o desejo e o dever, pois aí a liberdade está a ser posta em causa e vai aprisionar de uma forma atroz a pulsão, a vontade e o desejo individual…nesse momento, a angústia faz-se sentir.

Falar-se de liberdade é dar voz aos instintos mais íntimos e acima de tudo sentir na primeira pessoa a voz do desejo. Porque o bom sexo geralmente desaparece? Mesmo em casais que continuam amar-se tanto? E porque uma boa intimidade não é garantia de bom sexo, ao contrário do que a maioria acredita? São questões que diariamente na intimidade, os casais se deparam sobre a natureza do desejo erótico e traduzem os constantes dilemas do amor moderno. Páscoa é um momento de renovação, de libertação! E o quanto precisamos nos renovar! E quanto carecemos nos libertar!

António Américo Salema
Sexólogo Clínico

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