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O 1º Fisioterapeuta Português no ATP é transmontano 

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Carlos Carvalho é natural de Mirandela e com apenas 31 anos já correu quase o mundo inteiro a acompanhar grandes nomes do ténis como Tommy Haas, Jan Hajek, Lukas Rosol e Jiri Vesely. Foi o primeiro fisioterapeuta a trabalhar no circuito mundial de ténis.

Foi em 2011 que Carlos Carvalho aceitou o desafio proposto por um fisioterapeuta que pertencia aos serviços médicos do ATP. “Fui para uma clínica em Tenerife onde trabalhava com jogadores de alta competição, a maioria tenistas. Isto porque o fisioterapeuta com quem trabalhava era bastante solicitado pelos jogadores no circuito para os ajudar na reabilitação de lesões, assim ele recomendava-os que fossem para Tenerife para eu poder-lhes fazer a reabilitação”, conta Carlos Carvalho. É na passagem por Tenerife que o fisioterapeuta transmontano tem as primeiras oportunidades de trabalhar com grandes nomes do ténis como Nikolay Davydenko na sua reabilitação do ombro. Seguiu-se o contacto com Tommy Haas já fora de Tenerife. “Contactou-me e perguntou-me se o poderia ajudar na reabilitação de uma lesão que teve na anca. Eu aceite e em dois dias depois estava em Munique na sua residência. Na altura era para ficar com ele duas semanas mas como tivemos bons resultados ele convidou-me para o acompanhar nos últimos torneios da temporada e assim o fiz.”.

Depois desta primeira experiência ficou em aberto a oportunidade de voltar a trabalhar com Tommy Haas. Entretanto, Carlos regressou a Tenerife onde continuou a lidar com outros atletas. Ao fazer a reabilitação de uma lesão lombar de Jan Hajek surge o convite de o acompanhar primeiro para a República Checa, para realizar a pré-temporada, e depois no circuito mundial de ténis. Carlos aceitou.

O mirandelense explica que a sua maior função é a prevenção da lesão. “Cada vez mais o fisioterapeuta é fundamental para o jogador. A minha principal função é a prevenção de lesões. Na minha opinião um bom fisioterapeuta é aquele que trata muitas lesões mas sim aquele que consegue evitá-las. Se estiver todos os dias ou todas as semanas a tratar lesões é porque o meu trabalho não está a ser bem feito”, refere o técnico.

Acompanha os atletas diariamente com exercícios de “despertar o corpo” ao acordar, com mobilizações, aquecimento antes do treino, toda a regeneração física após o treino/jogo e o cuidado com a nutrição. O transmontano explica que é um trabalho de grande responsabilidade. “A sua condição física está a meu cargo, tenho de os acompanhar quase 24 horas sobre 24 horas para não haver risco de lesão”.

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.

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