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“O desporto faz parte da minha vida desde sempre” 

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Luís Veiga tem 26 anos e conta já com um currículo invejável no culturismo. O brigantino jogava futebol e precisava de ganhar massa muscular, inscreveu-se num ginásio e acabou por se apaixonar pela musculação e deixar de lado a bola. É atleta de culturismo pela IFBB (International Federation of Bodybuilding) há cerca de cinco anos. A terminar o mestrado em Biomédica Molecular dedica-se em exclusivo ao culturismo e ao Personal Training num ginásio em Espanha, ou seja preparação de Atletas e trabalho com pessoas para melhoria de estética corporal e saúde em geral. A Raízes esteve à conversa com ele.

Como surge o seu gosto pelo desporto?

Luís Veiga (LV) - Ao contrário de toda a minha família eu sempre fui um “viciado” em desporto. Em criança participei em provas de atletismo mas sobretudo a minha paixão foi o futebol. Joguei no Grupo Desportivo de Bragança até aos 17 anos que iniciei na musculação. Andava sempre com a bola debaixo do braço e passava o dia a jogar se me deixassem. O desporto sempre fez parte da minha vida desde sempre.

 

Gostava de futebol mas como surgiu o gosto pela musculação?

LV – Julgo que desde criança, por influência visual do meu avô materno que tinha um braço musculado (devido ao trabalho que fazia, pois não praticava qualquer desporto) sempre me fixei e identifiquei com pessoas e personagens (de desenhos animados) fortes, e sempre quis no fundo, um dia ser também eu forte. De qualquer forma o meu interesse pela musculação à parte disso surgiu de forma quase acidental, uma vez que quando comecei a praticar o objetivo era outro. Resolvi procurar um ginásio para ganhar um pouco de massa muscular para poder continuar a jogar futebol, pois na altura pesava cerca de 59 kg e 1,80m, pelo que era bastante franzino. (risos) No entanto, depois de começar com a musculação começou a nascer o “bichinho” que foi crescendo e crescendo e não deixou espaço para o futebol. Foquei-me apenas na musculação e no culturismo – competição, mais tarde.

Quando entrou na competição?

LV - A primeira vez que competi foi em Novembro de 2010 na categoria de Culturismo Clássico Juniores. Hoje olho para trás e vejo que foi bastante precipitado, no entanto não me arrependo de todo porque a partir daí abriram-se mais portas para mim que em Bragança estavam fechadas. Conheci pessoas que me ajudaram a dar um passo em frente e acabei por abrir mais portas também aos jovens brigantinos que pretendem um dia ser culturistas, ou apenas praticantes de musculação, pois é um tema que já não é totalmente desconhecido como o era na altura.

E a partir daí fui á luta, em busca do conhecimento, da experiência, da informação que em Bragança não conseguia obter.

 

 O que muda na vida de um culturista? O que pode e não pode fazer/comer?

LV - No geral muda tudo. É necessário comer de 3h em 3h no máximo, dormir 7h diárias para o corpo descansar e estar recuperado para mais um treino e não beber álcool. Eu opto por comer sempre o mais “limpo possível”, seja em épocas de pré-competição ou não, e é essa a regra base que estabeleci. Actualmente faço oito refeições diárias, sendo uma delas líquida com suplementação. Baseia-se em arroz branco, aveia,  batata-doce, carne branca, carne vermelha, peixe magro, claras de ovo e 3/4 gemas diárias, manteiga de amêndoa e nozes. Não existem “snacks” de meio da manhã/tarde, fazemos refeições sólidas seja a que hora do dia for.

Entrevista para ler na íntegra na edição impressa.

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