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“O lugar onde nascemos, mesmo que seja uma aldeia, é um paraíso no mundo” 

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A transmontana Dulce do Amparo Sousa da Silva foi secretária Municipal de Educação no Brasil durante toda a sua vida. Uma carreira atribulada sem tempo para se dedicar à sua família. Hoje reformada não esquece as suas raízes e todos os anos passa três meses de férias em Cabanelas, uma aldeia do concelho de Mirandela. É a paz, harmonia e segurança que este lugar lhe proporciona que a faz atravessar o Atlântico todos os anos.

“O lugar onde nascemos, mesmo que seja uma aldeia, é um paraíso no mundo”, é com esta frase que Dulce inicia a conversa para explicar o quão gosta da sua aldeia, Cabanelas, no concelho de Mirandela.
Foi para o Brasil com 18 meses de idade e só conheceu Cabanelas com 15 anos mas nem por isso tem menos ligação às origens pois, apesar do choque de vir para uma aldeia que ainda nem tinha luz eléctrica, a adaptação foi fácil. “Eu lembro-me de chegar aqui e apanhar um susto enorme porque a aldeia não era nada parecida com o que é hoje, não havia luz eléctrica nem casas de banho e eu pensei que estava mesmo no fim do mundo”, recorda a sorrir.
Os seus pais emigraram para Queimados, na altura ainda vila do município de Nova Iguaçu, um distrito do Rio de Janeiro, que hoje é uma cidade com mais 150 mil habitantes, em busca de uma vida melhor. Foi na restauração que a encontraram mas Dulce seguiu um caminho diferente, estudou e formou-se professora mas nunca deu aulas. Foi na Secretaria de Educação Municipal de Nova Iguaçu que encontrou a sua vocação.
“O que me encanta é essa paz de Cabanelas, essa segurança que infelizmente não temos no Brasil, apesar de ser uma terra maravilhosa”, realça Dulce, acrescentando que se sente sempre muito dividida costuma até dizer que “tem duas pátrias e não tem nenhuma”.
Só o simples facto de ter um pequeno pomar onde pode colher a sua fruta deixa esta emigrante satisfeita e diz fazer valer a viagem de cerca de 12 horas.

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.

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