PNRVT conclui primeira fase de implementação de percursos pedestres

Com a inauguração dos dois últimos trilhos, no concelho de Alijó, fica concluída a primeira fase de implementação de percursos pedestres do Parque Natural Regional Vale do Tua (PNRVT). Ao todo são nove os percursos implementados que estão à disposição de todos aqueles que pretendam ter uma experiência de natureza e conhecimento do território.

A implementação do “Trilho das Fragas Más” e o “Trilho da Senhora da Cunha”, o primeiro em São Mamede de Ribatua e o segundo em Amieiro (concelho de Alijó), conclui a primeira de percursos pedestres do território.
O “Trilho das Fragas Más” tem o seu início e fim junto ao painel informativo localizado no jardim das Laranjeiras na aldeia de São Mamede de Ribatua. Segue em direcção à aldeia de Safres, passando por diversos troços da Calçada Romana. Em Safres destaca-se a paisagem sobre o rio Tua e sobre a Microrreserva de Amieiro – Safres – São Mamede de Ribatua. No regresso à aldeia de São Mamede de Ribatua, o trilho aproxima-se do rio Tua onde se pode admirar o vale e as plantações das famosas laranjeiras de São Mamede de Ribatua intercaladas com sobreiros e oliveiras. Do miradouro contempla-se a imponência das Fragas Más. Antes de chegar a São Mamede de Ribatua, atravessa a ribeira de S. Mamede, acompanhando a sua margem direita, voltando novamente a atravessá-la sobre a Ponte Romana.
O “Trilho da Senhora da Cunha” tem o seu início e fim junto ao painel informativo localizado na aldeia de Amieiro, próximo da Igreja Matriz, dedicada a Santa Luzia. Segue em direcção ao rio Tua e acompanha-o, cerca de um quilómetro, ao longo da sua margem direita. De seguida, afasta-se e sobe uma vertente declivosa com uma vista deslumbrante para um extenso vale rectilíneo onde o rio Tua está encaixado. A subida continua até ao Monte da Senhora da Cunha sendo possível observar a Microrreserva de Amieiro – Safres – São Mamede de Ribatua. Este monte, em forma de “cunha”, é encimado por uma Capela dedicada à Senhora dos Prazeres e a vista do seu topo proporciona um cenário verdadeiramente grandioso. O trilho segue rodeando a base do Monte da Senhora da Cunha, desce e cruza o caminho municipal 596, regressando, por um acesso pedonal, entre casas e quintais, novamente à Igreja Matriz da aldeia de Amieiro.
Ao longo destes dois percursos vai encontrar uma coexistência harmoniosa entre a natureza e o Homem.
Actualmente, algumas espécies e habitats dependem das actividades agrícolas tradicionais para a sua preservação. O ser humano explora os recursos naturais para obter alimento e matérias-primas, mas simultaneamente cria estruturas que funcionam como habitat para muitas espécies.

O que fez o PNRVT?

O projecto do Parque Natural Regional Vale do Tua nasceu na sequência da decisão do Estado Português construir o Aproveitamento Hidroeléctrico do Vale do Tua. Os cinco municípios abrangidos (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor), decidiram transformar esta realidade numa oportunidade e garantir que as soluções apresentadas resultariam numa mais-valia efectiva para o desenvolvimento local. Definiram, então, uma estratégia integrada que, resumidamente, assenta em cinco grandes soluções:
Criação do Centro Interpretativo do Vale do Tua, um lugar de preservação, de respeito, de memória, de valorização, mas também de incentivo ao estudo, à pesquisa, à promoção. A temática aborda a linha do Tua, o Vale e a Barragem, estabelecendo a ligação entre o território e as suas gentes, o caminho-de-ferro e a barragem, assumindo-se como um local de passagem – a porta de entrada ou de saída numa região que envolve o Douro e Trás-os-Montes.
Este projecto recupera dois armazéns que já não eram utilizados, mantém a traça original e utiliza materiais de construção eco-eficientes. Custa 2,2 milhões de Euros e está em fase de conclusão.
Reabilitação e Valorização de Património Cultural. Com base num protocolo assinado em 2013 entre a EDP, a ADRVT e a DRCN (Direcção Regional de Cultura do Norte) foram financiadas um conjunto de acções de reabilitação e valorização de património cultural localizado nos cinco municípios do Vale do Tua, no valor de 1,5 milhões de euros. Um projecto que visa preservar, recuperar e valorizar, apostando no turismo cultural e religioso.

Apoio ao Empreendedorismo, que pretende desenvolver a capacidade empreendedora local, apostar na formação dos agentes locais, aumentar a taxa de sobrevivência das empresas e fixar as populações e melhorar as suas condições de vida. Este programa tem um orçamento de 1,5 milhões de euros.
Plano de Mobilidade, um projecto pretende responder a dois tipos de procura distintos: mobilidade quotidiana e turística e representa um investimento total de 15 milhões de euros. Tem um programa multimodal, que engloba autocarro, barco e comboio e, de acordo com o operador privado que ganhou a concessão, Mário Ferreira da Douro Azul, são esperados 100 mil turistas ainda este ano no Vale do Tua (assumindo que o barco e o comboio começam a operar até finais de Julho de 2017).
O Parque Natural Regional do Vale do Tua, o único Parque Natural REGIONAL do país, uma classificação que garante a autonomia desta entidade. E o único caso no país em que um organismo está directamente associado à concessão para explorar o Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz-Tua, entregue à EDP por 75 anos. Dessa exploração 3% revertem para um fundo ambiental a gerir pelo Estado. Com a criação do PNRVT, 75% desta verba é atribuída à criação e gestão do Parque, ou seja, fica no território.

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