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Raízes comemora três anos 

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Já lá vão três anos, desde que as jovens jornalistas, Cátia Barreira e Joana Gonçalves, decidiram apostar num projecto editorial diferente na região. Uma revista mensal generalista de 68 páginas com abrangência regional e com um enfoque na diáspora transmontana espalhada pelo mundo.
A Raízes veio para ficar e prepara-se para apostar mais no marketing digital e na comunicação web, como é perceptível na entrevista às directoras da revista.

Três anos depois, as expectativas criadas em redor deste projecto foram alcançadas ou ficaram aquém do esperado?

Joana Gonçalves e Cátia Barreira – Tem os dois lados. Sabíamos que era um desafio difícil e tem sido. A expectativa era muito alta e mantém-se, apesar de haver gente que nos dava apenas meia dúzia de edições, já saíram 37 edições e estamos muito orgulhosas por isso, porque é muito difícil colocar uma revista destas todos os meses em banca, porque tem um custo enorme.
A maneira como ela foi recebida na região transmontana e fora dela, foi sem dúvida a maior surpresa. Principalmente, desde que a revista é distribuída pela VASP e está a ser vendida a nível nacional, tem sido diariamente um aumento de confiança da parte dos leitores no nosso trabalho, o que nos deixa a esperança de que estamos no bom caminho.

A intenção da revista passa por promover o território e as suas gentes, de uma forma independente, sem pressões políticas e económicas. Tem sido bem aceite este critério?

Joana Gonçalves e Cátia Barreira – Resolvemos criar uma publicação que chegasse aos 26 municípios dos dois distritos do território transmontano e duriense e na qual seja possível ter, em cada número, uma marca acentuada de todos os municípios da região, mas também tendo em conta especial as comunidades transmontanas espalhadas pelo mundo.
Mas é preciso lembrar que nós não fazemos política e conseguir sustentar uma revista com esta linha editorial, nesta região, posso dizer que é inédito.
Quando fazemos um trabalho sobre um evento que possa ser de promoção de um qualquer município, o foco está nos produtos, nos serviços, nas sugestões de visita e nunca uma entrevista política em que o presidente possa mandar umas farpas para a oposição.
Essa tem sido a maior dificuldade do nosso trabalho, fazer perceber que a nossa prioridade vai para a promoção da região e das nossas gentes.

Quer isso dizer, que há muitas portas que ainda não se abriram à revista?

Joana Gonçalves e Cátia Barreira – Ainda precisamos de abrir várias portas. Há vários autarcas que ainda nem sequer nos receberam para conhecerem as nossas propostas e até já tivemos um que disse frontalmente que preferia investir em Espanha. Mas tudo é compensado com aqueles que acreditam em nós.
Já ao nível dos empresários não temos razões de queixa, porque já perceberam que têm aqui um forte veículo de promoção dos seus produtos.

Sentem que estão a conseguir “vender” a região?

Joana Gonçalves e Cátia Barreira – Sem dúvida. Nós na Raízes, sentimos que somos uma espécie de embaixadoras de Trás-os-Montes porque estamos a vender a região e as suas enormes qualidades para que seja possível cativar mais gente, não só turistas, mas pessoas que possam vir a fixar-se e dessa forma estancar o despovoamento a que temos assistido nos últimos anos.
Já o nosso enfoque na diáspora transmontana, é porque nós também acreditamos que um dia eles podem regressar à sua terra Natal e têm aqui um mundo de oportunidades que não é possível ter nas localidades onde actualmente estão a viver.

Tem sido um caminho difícil?

Joana Gonçalves e Cátia Barreira – Já tivemos muitos altos e baixos, mas felizmente continuamos com a mesma força e com a mesa garra com que iniciamos o projecto, até porque devemos sentir-nos privilegiadas por podermos fazer aquilo que gostamos, e ainda por cima na nossa terra.
Mas temos de fazer um agradecimento muito especial a todos os nossos colaboradores, que com as crónicas as suas reportagens e sugestões, dão um contributo fulcral para que a nossa revista continue a ser um sucesso.

Estar neste projecto também ajuda a conhecer melhor a vossa região?

Joana Gonçalves e Cátia Barreira – Essa tem sido uma das mais-valias. Ao longo destes três anos foi possível descobrir um mundo de coisas boas que merece ser divulgado para que outros possam usufruir desta enorme qualidade de vida que existe no nosso território.
São vivências únicas e enriquecedoras que vão fazer parte do nosso livro de memórias.

O que podemos esperar da revista nos próximos tempos?

Joana Gonçalves e Cátia Barreira – Temos a ambição de apostar mais no marketing digital e na comunicação web, porque temos de nos começar a preparar para a evolução tecnológica que está aí. É preciso incidir mais no público jovem, porque, apesar de estarmos numa região com uma população muito envelhecida, também há juventude que merece atenção.
Vamos apostar num site mais intuitivo, mais agradável, dinamizando a nossa presença online nas redes sociais e refazer o site com conteúdos diários e tentar criar uma dinâmica para atrair esse público mais jovem.
Isto porque, actualmente, o nosso público é mais dos 35 aos 60 anos.

Por Fernando Pires

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