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Sexo, drogas e Lord´s 

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Há uns dias cruzei-me com uma notícia que tinha tanto de chocante quanto de interessante, protagonizada por um lord num ambiente descontraído onde pairavam no ar drogas e sexo. Não fosse ele um Lord Britânico da ala dos Conservadores do Parlamento Britânico e a notícia teria passado desapercebida dos media e dum contexto societal. O tema – podíamos todos dizer – não tem nada de novo. Na verdade, já nem sequer deveria ser preciso considerá-lo um tema de discussão. Já não falo do ponto de vista do consumo de drogas, que é condenável, pois esta mais me parece que funcionou como um desinibidor para a pulsão do próprio desejo. Desejo esse que não é condenável se o mesmo não fosse sublimado pelos códigos de ética e de uma conduta por valores expressos no seu dia-a-dia pelo dito Lord conservador. Hipocrisia e falsos moralismos continuam a ser os pilares que o Ser Humano enquanto Pessoa continua a coexistir. Para que servem tantos dogmas se nos meandros dos lençóis tudo esvanece na loucura do prazer e na volatilidade do momento.

Fetishismos serão saudáveis e normais?, se todos/as os/as intervenientes se sentem satisfeitos na busca do prazer nada podemos questionar. Mas a verdade é que nem toda a gente vê isto com tais olhos e a busca do prazer  continua a estar envolta na sombra da vergonha. Não obstante, que há muitos homens que o fazem mas que têm vergonha de dizer que sim e outros tantos que acham que quem o faz é porque é “um promíscuo”.

A Existência Humana é pois interessante já que se patenteia por um lado, na troca e na busca do conhecimento, do saber, que para alguns é suficiente para a autorealização e necessidade de expressão individual e por outro lado, pauta-se em prol da satisfação e procura  de prazer. Moralismos à parte, ambos os lados são saudáveis se coexistirem em harmonia e equilibrio. Conhecimento e prazer deverão estar em complementaridade e dificilmente conseguirem vingar se sozinhos tentam vingar. Trata-se de atingir um quoficiente emocional e espiritual estruturado.

Não podia deixar de Parabenizar pelo 1º. Aniversário da Revista Raízes.

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