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Um Rei Florista 

CONSTANTINO1

Constantino imitava flores naturais e foi em Paris que se tornou um célebre artista. Nasceu em Torre De Moncorvo, no distrito de Bragança, mas o seu fado à nascença não foi o mais feliz e a Roda dos Enjeitados foi a primeira passagem. Saiu de terras de Moncorvo como um menino da roda, adoptado por tendeiros de Alfândega da Fé. Graças à arte que detinha a fazer flores um dia regressou à sua terra natal mas aí já todos o aclamavam como Rei Florista.

Apesar de ser conhecido como rei não tem sangue azul, longe disso, Constantino José Marques de Sampaio e Melo nasceu em Torre de Moncorvo a 18 de Agosto de 1802. Para seu infortúnio foi fruto de infidelidade conjugal e por isso não foi bem-vindo ao mundo, a Roda dos Enjeitados acabou por ser o seu primeiro destino em vida. Deslocado, desde logo, para Alfândega da Fé onde viveu a sua primeira infância, amamentado e acarinhado por uma ama zelosa. A partir dos três anos, duas irmãs abastadas, que eram afinal suas tias paternas, ele nunca soube, assumiram a protecção dando uma boa mesada a um casal de tendeiros de Alfândega da Fé para que se encarregassem da sua educação.
Mais tarde o destino levou-o à sua própria casa sem saber, tinha então 16 anos na altura. Foi servir para Torre de Moncorvo, não imaginava que trabalhava para os seus avós maternos e que se cruzou com a sua verdadeira mãe, mas nunca chegou a sabê-lo, já ela reconheceu-o e fugiu para Lisboa, algum tempo depois, não suportando a dor de ter visto o seu filho.

Artigo para ler na íntegra na versão impressa.

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