Uma arte de luxo

Vítor Santos é natural de Folhadela – Vila Real, cidade onde nasceu e reside até agora.

Estudou na Escola de S. Pedro até ao secundário e licenciou-se em Gestão de Empresas no Instituto Superior de Gestão do Porto, posteriormente, tirou uma Pós – Graduação em Ciências Económicas e Empresariais na UTAD.

Trabalha como profissional da Banca há 26 anos, e tem um hobby (é latoeiro) e este gosto pela arte foi “herança” do seu pai Joaquim Santos (o mais conhecido latoeiro da cidade de Vila Real). O interesse de manusear o metal surgiu quando Vítor tinha apenas 12 anos e foi no espaço/loja que o seu pai comprou na cidade, que aprendeu algumas técnicas e começou a dar os “primeiros passos”. Aliás, foi a sua única formação, ver o seu pai a trabalhar, alguém que era que era tão-somente o seu mestre.

Os seus clientes são normalmente colecionadores e o seu trabalho já é um pouco reconhecido, por todo o mundo. O primeiro Santo António produzido por si foi oferecido à fadista Raquel Tavares que, adorou a peça e fez questão de partilhar a mesma nas redes sociais.

Na produção das suas peças, utiliza os mais diversos materiais (aço, esferas em aço, arame, latão, folha flandres e cobre, sendo que, em relação a este último material, algum dele é reciclado (restos de fios que os eletricistas deixam nas obras, desperdícios), outros materiais têm de ser adquiridos. Em muitos das suas peças podemos encontrar materiais distintos, algumas delas podem até ser pintadas, levar vernizes especiais ou até soldadas a estanho. Utiliza ainda o método de soldar a prata, sendo essa é uma técnica que, ainda, não domina na perfeição mas, pretende aperfeiçoar futuramente.

É um trabalho muito minucioso que o Vítor faz ao fim de semana, á noite, nas horas vagas, nas férias, e sempre que lhe seja possível.

Monetariamente, poderia compensar, caso fosse um profissional que se dedicasse exclusivamente a esta arte, mas sente-se realizado e essa é a sua maior compensação.

No entanto, tem consciência que quando se reformar se irá dedicar a tempo inteiro a esta arte. Ambicionava poder ficar com todas as peças criadas por si, mas sabe que não é possível, porque, o seu sonho também passa, por as pessoas apreciarem e comprarem as mesmas, no entanto, os laços que cria com as suas peças leva-o a saber onde estão todas elas, desde a sua primeira criação até à presente data.

A Raízes – Trás-os-Montes e Alto Douro em Revista é um projecto editorial generalista, de âmbito regional, cuja publicação periódica é mensal.

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