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Uma festa dos diabos atrai milhares ao Barroso 

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Já apelidada de capital da bruxaria, em Portugal, Vilar de Perdizes, no concelho de Montalegre, encheu-se de personagens bizarras, bruxas, sapos, duendes e diabos numa noite mágica que decorre todos os anos de 31 de Outubro para 1 de Novembro.

A celebração começa com uma ceia das bruxas, em que além de outros pratos, é servido um caldo de urtigas. De seguida, um ritual em que o padre António Fontes, pároco da freguesia que zela por manter a tradição viva, faz uma reza no momento alto da festa: “Sapos e bruxas, mouchos e corujas, demónios, trasgos e dianhos, espíritos, corvos, pegas e meias, feitiços das mezinheiras, lume andante dos podres canhotos furados, luzinha dos bichos andantes, luz de mortos penantes, mau-olhado, negra inveja, ar de mortos, trovões e raios, pecadora língua de má mulher casada com home velho. Vade retro Satanás prás pedras cagadeiras!”, e todos bebem da “queimada”, licor feito à base de aguardente, canela, maçã com efeitos, alegadamente, esconjurativos de todos os males do corpo e da alma e, nomeadamente, da crise económica.
A celebração desta queimada remonta há meio século e teve origem num ritual que se fazia nos invernos para curar gripes, resfriados e catarros. A aguardente era queimada numa caçarola. Como não havia electricidade, apenas a luz das velas, toda a gente gozava com os rostos dos gripados de cor amarelada semelhante aos dos desenterrados.

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