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Uma noite mágica em Trás-os-Montes 

cidões

Na aldeia de Cidões, em Vinhais a noite das bruxas é iluminada por uma tradição ancestral, de origem celta, que assinala “o fecho da estação clara e a entrada na estação escura”. A Festa da Cabra e do Canhoto tem vindo a ganhar nome de ano para ano graças à Associação Raízes, formada por gente da aldeia que quer levar longe o nome de Cidões.
Vivem cerca de 18 pessoas em Cidões durante todo o ano, mas nesta noite mais de 1800 rumam ao nordeste transmontano sem abóboras, sem fatos de bruxas e festejam a entrada na estação escura como manda a tradição ancestral. Druidas, deusas, plebeus, bailarinas, o diabo, e outras figuras que contribuem para animar uma noite que fica na memória de todos que por lá passam.
“É uma festa mística única que marca a abertura das festas de inverno em toda a região”, explica Roberto Afonso, vereador da Câmara Municipal de Vinhais, principal patrocinadora do evento. E está tudo preparado para proporcionar uma noite “inesquecível” aos visitantes.
A organização começa cedo a trabalhar os cenários para transformar momentos com o ritual do pôr-do-sol, o acendimento da fogueira, a produção da queimada e a queima do cabrão, entre outros, em encenações fantásticas.

Todos os caminhos vão dar a Cidões

Nesta noite o acesso à aldeia está todo iluminado com tochas acesas que indicam o caminho. Seguimos as luzes e chegamos ao recinto onde se realizam todos os rituais mágicos. Aqui se prepara a ceia, este ano foram cozinhadas 15 cabras machorras, ou seja inférteis, que representam neste ritual a mulher do diabo. Um repasto que antigamente era partilhado apenas pelos habitantes de Cidões mas que agora é servido a todos os visitantes com a firme recomendação de que todos devem comer.
Porque “Quem da cabra comer e ao canhoto se aquecer um ano de sorte vai ter”, esta é a crença que sustenta esta festa ancestral. Acompanhar este manjar bebemos uma bebida que aquece o corpo e alma: o “Ulhaque”, uma bebida “made in Cidões”, à base de aguardente e ervas especialmente seleccionadas.

Ler artigo na íntegra na edição impressa.

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