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Uma viagem no tempo de comboio a vapor 

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Procura uma experiência no Douro? Não perca a oportunidade, a viagem pela linha do Douro, entre a Régua e o Tua, é um percurso inesquecível que permite apreciar de um ângulo original as belas Paisagens do Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, onde consegue observar a arquitectura fascinante dos socalcos feitos pelos homens e mulheres dursienses. A Raízes fez a viagem e conta-lhe tudo.

Foi no ano passado que a locomotiva a vapor regressou ao Douro mantendo todas as suas características. A Linha do Douro foi uma das obras-primas da engenharia ferroviária portuguesa do século XIX, fazendo chegar o comboio e com ele o progresso, a região que até então estava isolada do resto do mundo e que tinha como únicas ligações as estradas péssimas ou a insegura navegação pelo Douro. Começou a ser construída em 1975 e, três anos depois, já havia serviço até Juncal, nos arredores de Marco de Canaveses. Em 1879, o primeiro comboio chegava a Régua e, uma ano mais tarde, ao Pinhão. Mais oito anos e ficava operacional a linha até Barca D’Alva e, com ela, uma das primeiras ligações ferroviárias internacionais, via Salamanca, actualmente inexistente.

Começa a viagem até ao Tua

Partimos da Régua, um Domingo, fique desde já a saber que o Comboio Histórico do Douro só circula ao fim-de-semana entre Junho e Agosto. Este comboio percorre o troço compreendido entre Régua e o Tua, com retorno a estação de origem. É um dos mais bonitos trajectos da Linha do Douro, podendo ser vivido e sentido de uma forma especial a bordo de uma composição histórica, seja pelo ambiente da época, seja pelo andamento tranquilo que permite apreciar de forma calma todos os pormenores da paisagem. No cais da vasta estação da Régua pode ver algum material circulante antigo, incluindo dois quadriciclos de inspecção de vias e uma locomotiva a vapor. Somos agradavelmente recebidos pelos funcionários da CP que durante toda a viagem nos vão explicando pormenores da beleza deste Douro. Mas antes de começar a viagem recebemos o convite para ver como se conduz esta máquina, a temperatura que se sente é impressionante, mais de 50 graus, e é lá que vão os ferroviários. Sem dúvida uma profissão antiga de grande sacrifício.

De despedida da Régua, a caminho do Pinhão

Logo após a Régua, passa-se um primeiro túnel, construído em 1968, devido às alterações do nível das águas resultantes da construção da barragem de Bagaúste. Num dia de muito calor, estas passagens pelos túneis refrescam-nos a alma, a tripulação distribui água a todos os passageiros nesta altura.

Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.

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