Eduardo Carvalho foi um dos 23 heróis nacionais que conquistaram, pela primeira vez na história, um título europeu de futebol, na selecção principal, ao derrotarem na final a equipa francesa, com um golo inesquecível de Éder. O guarda-redes do Dínamo de Zagreb nasceu para o futebol no Sport Clube Mirandela e aos 33 anos continua a ser uma das figuras mais acarinhadas na terra da alheira.
“Um momento único na carreira e que vai marcar para sempre a minha vida”. É a reacção do guarda-redes Eduardo, ao título europeu conquistado pela selecção portuguesa, em França.
O mirandelense, um dos 23 heróis da selecção das quinas, não tem dúvidas que se trata de um marco histórico no desporto nacional e está muito orgulhoso do feito alcançado. “Foi excepcional todo o tempo que estivemos juntos, em França, com o apoio dos emigrantes e depois a magnífica receção que tivemos à chegada a Lisboa”, conta.
Eduardo desvaloriza o facto de não ter actuado no europeu, porque entende que todos foram importantes no grupo, independentemente da sua utilização. “O importante foi a união que sempre tivemos nesta caminhada”, adianta.
O mirandelense diz que a selecção sempre acreditou em conquistar o europeu e revela que o momento em que a optimismo começou a ser maior, foi após terem eliminado a Croácia, nos oitavos-de-final. “Até ali tivemos alguns percalços, nomeadamente ao nível da finalização, mas esse momento foi o click que nos deu ainda maior motivação e confiança”, salienta.
O guarda-redes, distinguido, em 2010, com a medalha de ouro da cidade de Mirandela, após a participação no Mundial da África do Sul, não esquece a sua terra natal. “Acredito que os mirandelenses sentem orgulho de ter um campeão europeu e espero servir de motivação para os mais jovens, que com muito trabalho e dedicação também podem atingir este patamar”.
Agora com 33 anos e 35 internacionalizações, Eduardo ainda acredita que pode ajudar Portugal a qualificar-se para o Mundial de 2018 e marcar presença na fase final na Rússia. Estou certo que vou continuar a merecer a confiança do selecionador e ainda aspiro a estar no próximo Mundial”.
Por Fernando Pires
Reportagem para ler na íntegra na edição impressa.